Memorial de Falecimento

Doralice Jacinto

03/07/1940 19/05/2013

Os amigos se lembram dela como a mulher sábia que costumava discutir sobre vários temas, da política à economia. Leitora contumaz, Doralice Jacinto se dedicava à leitura de livros e jornais com a devoção de quem ora, tentando entender o que acontecia em seu estado e no resto do mundo. Ultimamente, discutia muito a situação política de Alagoas, especialmente no campo econômico, falando com uma propriedade que paralisava seus interlocutores, todos atentos para as palavras sábias proferidas por ela. Ouvi-la, diziam os amigos, era aprender sempre. Formada em Geografia, Doralice sempre foi uma batalhadora. Até quando a vida não pareceu fácil para ela. E não foi. Casada com um engenheiro civil – profissão que lhe fascinou a ponto de também começar a universidade nessa área –, ela passou pela dor de perder uma filha – Flávia Cristina Banneux Leite, de seis anos –, vítima de problemas congênitos, em maio de 1975. O apoio da família foi fundamental nesse hora – em especial os dos irmãos de Doralice: Léia, Antônio e Arnóbio. “A vida dela mudou”, conta Léia. “Doralice deixou o curso de engenharia e ficou muito triste”, relembra ela, que quinze dias antes comemorava o aniversário da irmã, com toda a família. Com o tempo, a dor foi se arrefecendo e Doralice foi seguindo em frente, porque é preciso seguir. Formou-se em Geografia e foi passar o conhecimento adquirido com a vida e com os livros em sala de aula. Em pouco tempo, os alunos perceberiam que estavam diante de uma sábia. E aproveitaram para aprender com os ensinamentos da mestra, que perdeu as contas de quantos profissionais formou ao longo da vida. Certamente, todos eles se lembrarão dela com um carinho especial. Viúva, Doralice Jacinto deixa uma filha.

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